init

Descrição

  • É o primeiro programa executado pelo kernel durante a inicialização.
  • Por padrão, o processo init é identificado no sistema com o número 1, ou seja, o PID do init é 1 (a identificação dos processos em execução pode ser visto no diretório /proc).

Versões

Existem três versões do init para inicialização dos serviços no Linux.

1) SysVinit –  Foi um dos mais utilizados (e por mais tempo) em diversas distribuições Linux. Neste caso, o  init lê o arquivo de configuração /etc/inittab e executa o shell script /etc/rc.sysinit. Basicamente são definidos 8 níveis de execução (runlevel) para a inicialização.

Runlevel Significado
0 encerra o sistema
1 inicializa o sistema em modo monousuário
2 a 5
inicializa o sistema em modo multiusuário
6 reinicializa o sistema
S Joga o sistema no modo monousuário sem antes parar os processos em execução

 

Os scripts executados quando o sistema entra no runlevel X estão no diretório /etc/rcX.d, onde X pode ter valor de 0 a 6. Na realidade, estes diretórios apenas contém links simbólicos para os scrips localizados no diretório /etc/init.d. O diretório /etc/init/ possui os arquivos de configuração dos processos inicializados pelo init.

Para ver o runlevel usado, basta digitar

runleve

É possível parar o sistema usando o comando

sudo init 0

ou reinicializar o sistema com o comando

sudo init 6

Para alterar o runlevel para o nível 3, basta digitar

sudo init 3

2) Upstart – É baseado em eventos, onde os serviços do sistema podem ser associados a estes eventos. O Upstart  define o que fazer quando um evento começa, muda ou termina. É importante observar que há compatibilidade do Upstart com o SysVinit.

3) Systemd – Desde 2015, é o sistema padrão de gerenciamento de serviços das distribuições Linux e tem como uma das principais características o uso de paralelização agressiva para inicializar, gerenciar e parar serviços.

O Systemd utiliza diferentes tipos de unidades para inicializar e supervisionar o sistema.

  • service (serviço) – esta unidade corresponde a um daemon que pode ser iniciado, parado, reiniciado e recarregado.
  • socket – esta unidade encapsula um socket no sistema de arquivos ou na Internet. Cada unidade socket tem uma unidade service equivalente.
  • device – esta unidade encapsula um dispositivo.
  • mount (montagem) – esta unidade encapsula um ponto de montagem na hierarquia do sistema de arquivos.
  • automount (automontagem) – esta unidade encapsula um ponto de montagem automático.
  • target (alvo) – esta unidade é usada para agrupamento lógico de unidades. Ao invés de fazer algo, ela simplesmente referencia outras unidades, que podem ser controladas de forma conjunta. As targets correspondem ao runlevels (níveis de execução) do SysVinit. Para ver a lista das targets do sistema, digite

systemctl list-units −−type=target

Para verificar o nível de execução usado no Systemd, basta digitar

systemctl get-default

Abaixo, é mostrada a resposta quando o nível de execução é o modo gráfico (corresponde ao runlevel 5 do SysVinit).

graphical.target

Para alterar o nível de execução para modo texto multiusuário (corresponde ao runlevel 3 do SysVinit), entre com

systemctl set-default multi-user.target

  • snapshot – similar a unidade target, a unidade snapshot não faz nada por si só a não ser referenciar outras unidades.

Abaixo são listados alguns comandos do Systemd.

  • Para ver o status do sistema, digite

systemctl status

  • Para listar as unidades em execução, basta digitar

systemctl

ou

systemctl list-units

  • Para listar as falhas na inicialização do sistema, entre com

systemctl −−state=failed

  • Para reinicializar o sistema, digite

systemctl reboot

  • Para parar o sistema, basta entrar com

systemctl shutdown

Exemplos: SysVinit  X  Systemd

Abaixo são mostrados alguns exemplos das duas principais versões do init.

    • Para iniciar um serviço
      • SysVinit : serviço start
      • Systemd : systemclt start serviço
    • Para parar um serviço
      • SysVinit : serviço stop
      • Systemd : systemctl stop serviço
    • Para reiniciar um serviço
      • SysVinit : serviço restart
      • Systemd : systemctl restart serviço
    • Para recarregar um serviço
      • SysVinit : serviço reload
      • Systemd : systemctl reload serviço
    • Para verificar o status de um serviço
      • SysVinit : serviço status
      • Systemd : systemctl status serviço
    • Para habilitar um serviço no boot
      • SysVinit : ckconfig serviço on
      • Systemd : systemctl enable serviço
    • Para desabilitar um serviço no boot
      • SysVinit : ckconfig serviço off
      • Systemd : systemctl disable serviço
    • Para verificar se um serviço está habilitado
      • SysVinit : ckconfig –list serviço
      • Systemd : systemctl is-enabled serviço

É importante observar que, para o Systemd, os comandos acima podem ser usados para qualquer tipo de unidade. Por exemplo, o comando

systemctl status sys-module-configfs.device

informa o status de uma unidade device, enquanto

systemctl is-enabled snapd.socket

verifica se uma unidade de socket está habilitada.

Observações

  • Mesmo quando o Systemd está sendo usado, é possível usar a maioria dos comandos do SysVinit, pois há mapeamento entre eles. Abaixo são mostrados alguns exemplos.
SysVinit Systemd
/sbin/runlevel /bin/systemctl
/sbin/init /lib/systemd/systemd

 

Os nomes runlevel e init são mantidos apenas por questões históricas. Por exemplo, quando o usuário digita runlevel, o sistema executa systemctl.

 

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